AZUL DA COR DO MAR

Este é um blog criado por duas pessoas que atravessaram o oceano atras nem sabem de que e que tem loucura suficiente pra nao parar nunca ou pra parar tudo de uma hora pra outra e fazer um monte de filhos; aqui vamos velejar …

25/3/08

100

Eu pensei em escrever um texto emotivo e apaixonado sobre o centenario do GALO, mas, por fim, decidi que seria interessante colocar um texto mais imparcial, de alguém não atleticano. A paixão e a devoção de um atleticano ja são conhecidas destes. Então um texto de "alguém de fora" mostra o lado de la. Assim, abaixo vai a coluna do jornalista Mauro Beting, publicada no lancenet.com.br:

 

"Atlético, 100.
postado por Mauro Beting

O melhor lance do Atlético não foi num jogo.
Foi fora dele. Foi numa derrota.
Minto, num empate de um time invicto, o supervice-campeão do BR-77.

Não foi o melhor jogo ou jogada.
Mas não teve nada mais atleticano que aquilo: depois da derrota nos pênaltis para o São Paulo, Mineirão e Brasileirão estupefatos pela queda sem derrota de um senhor time de bola, os jogadores baqueados e barreados pela chuva e pela lama se abraçaram no gramado e assim foram ao vestiário.

Foi a primeira vez que vi a cena reverente que virou referência.
Ninguém estava fazendo marketing (nem existia a tal palavra).
Nenhum jogador estava jogando pra galera.
Era fato.
Time e torcida estavam juntos naquele abraço doído e doido.

Como tantas vezes o atleticano esteve junto com o time. Qualquer time.

Nada é mais atleticano que aquilo: um time que se comportou como o torcedor.
Solidário na dor, irmão no gol.

O atleticano é assim: tem a coragem do galo, mas não a crista.
Luta e vibra com raça e amor. Mas não se acha o dono do terreiro.

Sabe que precisa brigar contra quase tudo e contra quase todos. Até contra o vento, na célebre imagem de Roberto Drummond.
Aquela que fala da camisa preta e branca pendurada num varal durante uma tempestade. Para o escritor atleticano, ou, melhor, para o atleticano escritor, o torcedor do Atlético sopraria e torceria contra o vento durante a tormenta.

Não é metáfora. É meta de quem muitas vezes fica de fora da festa. Não porque quer. Mas porque não querem.
Posso falar como jornalista há 17 anos e torcedor não-atleticano há 41: não há grande equipe no país mais prejudicada pela arbitragem.
Os exemplos são tantos e estão guardados nos olhos e no fígado.
Não por acaso, o atleticano acaba perdendo alguns jogos e títulos ganhos porque acumulou nas veias as picadas do apito armado.

Algumas vezes, é fato, faltou time. Ou só sobrou raça. Mas não faltou aquilo que sobra no Mineirão, no Independência, onde o Galo for jogar: torcida.
Pode não ser a maior, pode não ser a melhor, pode até se perder e fazer perder por tamanha paixão, cobrando gols do camisa 9 como se todos fossem Reinaldo, pedindo técnica e armação no meio-campo como se todos fossem Cerezo, exigindo segurança e elegância da zaga como se todos fossem Luisinho.

Mas não se pode cobrar ninguém por amar incondicionalmente.

O atleticano não exige bola de todo o time. Não cobra inspiração de cada jogador. Quer apenas ver um atleticano transpirando em cada camisa, em cada posição, em cada jogada.
Por isso pede para que o time lute.
É o mínimo para quem dá o máximo na arquibancada.

A maior vitória atleticana é essa. Mais que o primeiro Brasileirão, em 1971, mais que o vice mais campeão da história do Brasil, em 1977.
Os tantos títulos e troféus contam. Mas tamanha paixão, essa não se mede. Essa é desmedida. Essa é a essência atleticana.

Essa é centenária.
Essa é eterna. "

criado por jaime.mario    9:21 — Arquivado em: Sem categoria

17/3/08

A volta do calor

Não tenho aparecido muito por aqui. E, quando o faço, fico de novo afastado por bastante tempo. Nem eu sei a razão exata. Talvez sejam muitas, talvez não haja razão. Pode ser a rotina ou a falta dela. Enfim, não adianta eu ficar me questionando o porquê, o mais importante é voltar a frequantar este canto acolhedor. Pra começar, o sol esta de novo fazendo parte do cotidiano. Alias, o sol sempre esta presente, mas agora ele traz um pouco de calor também. Estava sentindo falta disso. O clima é muito mais importante na minha vida do que imaginava. E não somente o clima, mas o efeito que ele causa. Os sorrisos que desabrocham como rosas quando tocadas pelo sol, as cores que a natureza tinge pelas pinçeladas do astro-rei, a sede de cerveja e a fome de churrasco que o sol nos impõe. Ha momentos em que tenho vontade de estar ao redor de uma piscina, suando em bicas pra poder mergulhar e sentir aquela refrescância indescritivel que nos absolve até de nossos piores pecados. Viva o sol, principalmente em uma cidade praiana como Nice, onde o mar azul, longe dos abraços do sol, acinzenta todos os corações e as espumas brancas das ondas se recusam a voltar e querem ficar na praia, pois a agua é fria demais até pra elas. Que bom que o calor esta voltando!!!!

criado por jaime.mario    13:21 — Arquivado em: Sem categoria
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