7/2/09
Shine
Â
Hoje eu assisti o filme Shine pela enésima vez. Em todas as vezes que assisto este filme, choro compulsivamente. Nunca consigo me controlar, é algo que vem do intestino, mais forte do que qualquer tentativa de contenção. Quem assitiu o filme, sabe que o drama se passa no encontro (ou desencontro)  de duas almas completamente atordoadas, cada uma por um motivo diferente. Hoje, finalmente, eu descobri o porque da minha emoção a cada audiência: eu reconheço as duas em mim e uma sempre tenta escapar da outra, mas, quando ela acha que conseguiu, a outra reaparece. Eu acho que, quando assito este filme, há um momento de trégua entre as duas. É como se elas se sentassem uma ao lado da outra e assistissem ao filme de mãos dadas. E este instante de trégua me enche de uma paz tão grande que eu não consigo conter as lágrimas. As duas almas de dentro se reconfortam de ver que existem outras duas almas como elas do lado de fora. Acho que é isso.
Â
Parafraseando o filme, acho que estas duas almas são como as duas melodias contidas no concerto nº 3 para piano de Rachmaninov lutando uma contra a outra. Quando assisto o filme, é como se as duas se abraçassem para escutar a Polonaise nº 6 de Chopin

criado por jaime.mario
20:50 — Arquivado em: 
